À primeira vista sim, diriam muitos. Mas não é o que indicam os resultados preliminares de uma pesquisa que está sendo realizada com 60 mulheres do Estado de São Paulo. A proposta de trabalho partiu das próprias alunas que estão participando do módulo dois do curso de Formação em Terapia Cognitiva no Instituto Pieron em Campinas.
O estudo já apontou que as mulheres apresentaram um nível significativo de stress com sintomas predominantemente psicológicos. Foram entrevistadas mulheres casadas, com um filho ou mais, entre os 30 e 45 anos de idade, que tenham algum vínculo empregatício ou que desenvolvam atividades domésticas. "Até agora não encontramos diferenças significativas entre elas", adiantaram as alunas. Isto sugere, segundo as psicólogas, que possam existir fontes internas, como modo de ser, pensamentos, valores; fontes externas (mudanças ocorridas na vida pessoal, como perda de emprego, condição financeira), além da atividade profissional exercida que afetam a qualidade de vida destas mulheres.
Coordenado pela professora Adriana Alcino, também docente em especialização em Psicologia da Saúde da PUC em Campinas e pesquisadora do laboratório de estudos do stress, com a colaboração da psicóloga Valquíria Trícoli, o curso de Formação em Terapia Cognitiva será novamente oferecido neste semestre pelo Instituto Pieron - Campinas. "Quando formamos profissionais, temos que prepará-los para toda a amplitude que envolve sua atuação, não se esquecendo da busca científica, dos dados e técnicas utilizadas e, principalmente, para que não se restrinjam ao senso comum", diz a professora. Além de uma vasta formação teórica e prática, os alunos recebem informações sobre metodologia científica, aplicada à prática, com pesquisa.