"Psicossomático: pertencente ou relativo, simultaneamente, aos domínios orgânico e psíquico. Diz-se das perturbações ou lesões orgânicas produzidas por influências psíquicas (emoções, desejos, medos, etc.)" Esta é a definição do Novo Aurélio para o título do curso que será ministrado no Pieron, (veja mais em "cursos"), pela psicóloga Edilizete Gardinal. Bete, como gosta de ser chamada, explica que o stress tem deixado os indivíduos vulneráveis às doenças. "Toda angústia, ansiedade, agressividade, emoções e sentimentos reprimidos desembocam no organismo". A grande maioria das doenças, segundo ela, são psicossomáticas.
"O organismo é uma máquina perfeita. Se realizarmos algo que o desfavoreça, ele fará de tudo para harmonizar-se. Muitas vezes, esta máquina prefere comprometer um órgão do que abrir falência total". O problema, aponta ela, é que temos a mania de justificar nossas doenças com causas externas. "Encontramos justificativa para tudo. Se fôssemos mais honestos, buscaríamos as causas emocionais que nos desequilibraram".
Bete endossa um dos paradigmas da Psicologia Psicossomática: "a responsabilidade de tudo o que acontece em nossa vida é nossa. Não há exceção a esta regra; portanto, convém parar de procurar por ela". Além de psicólogos, médicos também têm procurado o curso do Pieron com o objetivo de entender um pouco sobre a parte psíquica. "Os médicos curam a doença, mas depois se surpreendem, pois o paciente provoca outra e outra doença. É necessário identificar os sentimentos que o desequilibram e trabalhar com eles em processo psico-terapêutico".
Cada doença está ligada a uma fase do desenvolvimento humano. A fase oral, do nascimento até mais ou menos um ano e seis meses, tem correlação com as doenças de pele e aparelho respiratório. Já a fase anal (de um ano e seis meses até mais ou menos três anos e seis meses), parte do esôfago, estômago e todo aparelho digestivo até o ânus. A fase fálica, que abrange dos três anos e seis meses até mais ou menos sete anos, influi os órgãos de reprodução e aparelho sexual. "É como se fôssemos um tecido com um pequeno defeito. No momento de stress, já na vida adulta, ao esticar o tecido, a tendência é ele rasgar bem naquela falha, causando ferimento em nosso lugar mais frágil", esclarece a professora.
Muitas vezes, a terapia necessita utilizar objetos transacionais, pois o indivíduo - explica Bete, não consegue falar sobre as emoções aprisionadas. "Precisamos mobilizar essas energias com material de apoio, como: música, jogos de palavras, atividades de senso-percepção e imaginação dirigida". Durante as 32 horas de curso são ensinadas e praticadas diversas dinâmicas.